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Abandonado há 17 anos, antigo prédio da Escola de Engenharia da UFMG terá novo destino em BH

Projeto da Prefeitura prevê praça, lojas, restaurantes e três edifícios para uso institucional no Centro da capital

10/08/2026 09h37
Por: Redação Fonte: Itatiaia
Abandonado há 17 anos, antigo prédio da Escola de Engenharia da UFMG terá novo destino em BH

Abandonado há 17 anos, o antigo complexo da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), localizado no Centro de Belo Horizonte, deve ganhar uma nova utilização. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) apresentou à Superintendência do Patrimônio da União (SPU) um projeto para transformar o espaço em um novo complexo com três edifícios institucionais, praça, pátio interno e áreas destinadas ao comércio e à prestação de serviços.

O imóvel fica na Rua Espírito Santo, nº 35, e está em processo final de transferência para o município. Atualmente, a Prefeitura possui a guarda provisória do espaço. A expectativa é que a cessão definitiva seja formalizada após o período eleitoral.

Segundo o secretário de Política Urbana de Belo Horizonte, Leonardo Castro, a proposta faz parte das ações da Prefeitura para requalificar e revitalizar a região central da capital.

Três edifícios devem ser demolidos

O complexo é formado atualmente por seis edifícios. De acordo com a proposta apresentada à SPU, três deles deverão ser demolidos. Segundo a Prefeitura, essas estruturas não são consideradas de interesse para fins de tombamento.

No espaço liberado pelas demolições, a administração municipal pretende construir uma praça e um pátio interno. A ideia é criar uma área de integração entre a Rua dos Guaicurus, Rua da Bahia, Rua Espírito Santo e Avenida dos Andradas.

O projeto também prevê um novo fluxo de circulação pelo quarteirão, com espaços destinados a atividades culturais, lojas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais.

Edifícios restantes serão reformados

Os três prédios que permanecerem no complexo deverão passar por um processo de retrofit, que envolve reformas, modernização e adequações das estruturas que estão sem utilização há quase duas décadas.

A proposta é que os pavimentos superiores sejam destinados a secretarias e outros órgãos da Prefeitura de Belo Horizonte. Quais setores ocuparão os espaços ainda não foram definidos.

Investimento pode chegar a R$ 150 milhões

A estimativa inicial da Prefeitura é de que o projeto exija investimentos entre R$ 120 milhões e R$ 150 milhões. O município ainda precisa concluir os estudos e definir o modelo de contratação das obras.

Uma das possibilidades avaliadas é a criação de uma Parceria Público-Privada (PPP), que poderia envolver tanto a execução das reformas e construções quanto a manutenção do complexo ao longo dos anos.

A previsão é de que os estudos sejam concluídos em aproximadamente um ano. Depois dessa etapa, a estimativa é de mais um ano e meio para a execução das obras, o que pode levar o cronograma total a cerca de dois anos e meio.

Espaço poderá receber até 2,4 mil servidores

Além de recuperar uma área atualmente abandonada, a Prefeitura espera que o novo complexo ajude a movimentar o Centro de Belo Horizonte.

A estimativa é de que até 2,4 mil servidores municipais possam trabalhar no local. A presença dos funcionários também deve aumentar a circulação de pessoas e a demanda por serviços e estabelecimentos comerciais da região, como restaurantes, padarias e farmácias.

Projeto integra ações de revitalização do Centro

A recuperação do antigo complexo da Escola de Engenharia está inserida em um conjunto de ações da Prefeitura para tentar reverter a redução do número de moradores na região central de Belo Horizonte.

Segundo dados dos Censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados pelo secretário, o Centro perdeu 11% dos habitantes entre 2010 e 2022.

A proposta para o antigo complexo busca combinar a ocupação dos edifícios para atividades institucionais com a criação de novos espaços públicos, áreas comerciais e atividades culturais. A expectativa da Prefeitura é que a iniciativa contribua para aumentar a circulação de pessoas e fortalecer o processo de revitalização do Centro da capital.

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