A Prefeitura de Senhor do Bonfim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está ampliando o acesso às estratégias de prevenção ao HIV com a descentralização da prescrição da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e da Profilaxia Pós-Exposição (PEP). Desde julho, sete Unidades Básicas de Saúde (UBSs) passaram a oferecer o atendimento para a prescrição inicial dos medicamentos, e a previsão é que o serviço seja estendido para todas as unidades do município.
A iniciativa tem como objetivo facilitar o acesso da população aos serviços de prevenção. Embora a PrEP continue sendo disponibilizada pelo Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), os atendimentos iniciais passam a ser realizados em UBSs distribuídas por diferentes regiões da cidade, tornando o serviço mais próximo dos usuários.
A expansão será feita de forma gradual, contemplando unidades das áreas urbana e rural. Nas UBSs participantes, os profissionais realizam avaliação clínica, solicitam testes rápidos para HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), além de exames de função renal. A entrega da medicação permanece sob responsabilidade do CTA.

Para garantir a implantação do novo modelo de atendimento, equipes das UBSs São Jorge I, II e III, Alto da Maravilha II, Nossa Senhora de Fátima, Centro I e II, Bonfim II, Novo Horizonte, Bonfim III, Cidade Nova, Monte Alegre e PACS 2 participaram de capacitações voltadas à prescrição da PrEP e da PEP. Novas formações para médicos, enfermeiros e farmacêuticos já estão previstas para o próximo mês.
Além da prescrição dos medicamentos, o protocolo prevê avaliação completa do usuário. São solicitados testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, exames de função renal e análise do calendário vacinal, com indicação das vacinas contra HPV e hepatites A e B quando necessário. Após o início da PrEP, a primeira dispensação da medicação é realizada para um período de 30 dias, seguida de acompanhamento clínico trimestral.
A PrEP é indicada para pessoas em situação de maior vulnerabilidade ao HIV, incluindo homens heterossexuais, bissexuais, gays e outros homens que fazem sexo com homens, travestis, pessoas trans, profissionais do sexo, pessoas que fazem uso de drogas e indivíduos privados de liberdade. O método também pode ser recomendado para quem apresenta fatores de risco, como relações sexuais sem preservativo, uso frequente da PEP, histórico de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) ou exposição recorrente ao vírus.
Estudos do Ministério da Saúde apontam que o uso correto da PrEP pode reduzir em até 95% o risco de infecção pelo HIV, reforçando a importância da estratégia como uma das principais ferramentas de prevenção e promoção da saúde.
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