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Polícia Civil realiza perícia em apartamento onde capitã da PMMG morreu em Belo Horizonte

Michele Leão Azevedo chegou sem vida ao hospital com múltiplas lesões pelo corpo; companheiro, também policial militar, está preso preventivamente.

28/07/2026 17h21
Por: Redação Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG)
Polícia Civil realiza perícia em apartamento onde capitã da PMMG morreu em Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou, na tarde desta terça-feira (28), uma perícia no apartamento onde morreu a capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Michele Leão Azevedo, de 41 anos. O imóvel está localizado no bairro Palmares, na Região Nordeste de Belo Horizonte.

O sargento da PMMG Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, companheiro da vítima, está preso preventivamente sob suspeita de ser o responsável pela morte. O caso aconteceu no dia 20 de julho.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo da perícia é recolher materiais que possam contribuir para o avanço das investigações. Participaram dos trabalhos equipes do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), investigadores e a delegada responsável pelo caso.

A Polícia Civil informou que o inquérito está sob segredo de Justiça e que novas informações serão divulgadas em momento oportuno.

Relembre o caso

Na noite de 20 de julho, a capitã Michele Leão Azevedo deu entrada no Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, já sem sinais vitais e com múltiplas lesões pelo corpo.

Segundo informações repassadas pelo sargento Eduardo Abner à corporação, o casal teria realizado uma festa e, após a saída dos convidados, por volta das 5h, teria iniciado uma relação consensual envolvendo práticas de dominação e agressões físicas.

O suspeito afirmou que esse tipo de prática fazia parte do relacionamento, que durava cerca de oito anos, e que os atos daquela madrugada teriam sido registrados em vídeo. Ele também relatou que as práticas envolviam agressões corporais, compressão do pescoço e outros atos de dominação.

Ainda conforme a versão apresentada pelo militar, por volta do meio-dia, Michele teria sofrido uma queda da escada do apartamento, causando um corte profundo na cabeça e ferimentos na boca. Segundo ele, a capitã teria reclamado de tontura, mas recusado atendimento médico por sentir vergonha da situação após o uso de ecstasy.

O sargento relatou que teria prestado os primeiros socorros, dado banho na esposa, controlado o sangramento e colocado Michele para descansar. De acordo com a versão dele, os dois teriam dormido por volta das 15h e somente às 21h ele teria percebido que a mulher não respondia aos estímulos.

As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte da capitã da PMMG.

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