O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (14) que uma exploração em larga escala de petróleo, gás natural e minerais está prestes a começar na Groenlândia. A declaração ocorre após a assinatura de um acordo que amplia a presença militar americana no território ártico.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump destacou a riqueza mineral da região e afirmou que, segundo especialistas, a quantidade de petróleo existente na Groenlândia seria muito superior à encontrada em quase qualquer outra área terrestre do mundo. O presidente também ressaltou a importância estratégica do território para a defesa dos Estados Unidos e da Europa.
Trump declarou que a localização da Groenlândia oferece vantagens militares e afirmou que a região seria fundamental para a interceptação de possíveis ameaças aéreas e de mísseis direcionados aos Estados Unidos.
A iniciativa ocorre em meio a preocupações com o abastecimento energético americano. Segundo as informações divulgadas, refinarias dos Estados Unidos estão operando em capacidade máxima para compensar interrupções relacionadas à guerra no Oriente Médio. Os estoques de combustíveis também foram utilizados, enquanto a reserva emergencial de petróleo do país está no nível mais baixo desde 1982.
Além disso, produtores americanos no Golfo do México interromperam parte da produção de petróleo e gás natural em resposta ao furacão Isaías, no sábado (10). As interrupções atingiram cerca de 16,13% da produção diária de petróleo e 16,59% da produção diária de gás natural, conforme os dados apresentados na reportagem original.
O acordo envolvendo os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia foi assinado por Trump, pela primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e pelo primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, durante uma cerimônia realizada após um discurso do presidente americano na Organização das Nações Unidas (ONU).
O entendimento amplia a presença militar dos Estados Unidos na região, mas não atende à exigência de Trump de incorporar a Groenlândia ao território americano. A proposta de anexação tem provocado resistência entre lideranças locais, que defendem a autonomia da ilha.
O acordo também complementa um tratado de defesa firmado há cerca de 70 anos, que permite aos Estados Unidos manter tropas na Groenlândia como parte da estratégia de defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Entre as medidas previstas estão restrições à instalação de forças de países que não integram a Otan, a construção de duas bases americanas e garantias de acesso militar dos Estados Unidos caso a Groenlândia conquiste a independência da Dinamarca.
A região do Ártico tem ganhado importância estratégica diante das disputas internacionais e da preocupação com a presença de potências como Rússia e China. Anteriormente, Trump chegou a ameaçar tomar a Groenlândia à força caso não conseguisse um acordo considerado satisfatório.
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