Fundada em 1913, a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) é reconhecida como uma das instituições de engenharia mais tradicionais do Brasil. Ao longo de sua história, a universidade formou profissionais em áreas como engenharia mecânica, elétrica, de produção, controle e automação, consolidando um importante polo de talentos técnicos. Esse trabalho tem contribuído para atrair indústrias nacionais e internacionais, além de estimular a criação de novos negócios e o desenvolvimento da economia regional.
Entre os exemplos está a Mahle, multinacional alemã centenária cujos componentes estão presentes em cerca de metade dos veículos produzidos no mundo. Outro destaque é a Ceres Seeding, startup criada há apenas quatro anos que vem ganhando espaço ao utilizar drones para restaurar áreas degradadas, mostrando como a inovação mineira avança em diferentes segmentos.
A realidade de Minas Gerais foi apresentada durante a Jornada Nacional de Inovação da Indústria, iniciativa promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Sebrae. O evento percorreu diversos estados brasileiros para identificar desafios, apresentar propostas e divulgar soluções inovadoras desenvolvidas em cada região.
Na série especial produzida pela Agência de Notícias da Indústria, Minas Gerais é retratada como um dos principais polos de inovação do país. A publicação destaca tanto o potencial da formação acadêmica quanto o crescimento de empresas que investem em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento para impulsionar a competitividade do setor industrial.
No sul do estado, a Mahle se destaca como uma empresa presente no cotidiano das pessoas, mesmo sem ser percebida diretamente pelo consumidor. A companhia possui cerca de 67,7 mil colaboradores, 135 unidades de produção, 11 centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e mais de um século de história. Atualmente, figura entre as maiores fornecedoras globais da indústria automotiva.
Segundo a empresa, um em cada dois veículos produzidos no mundo utiliza componentes da Mahle. Diante da crescente demanda por soluções sustentáveis, seus centros de pesquisa concentram esforços em tecnologias voltadas à eletrificação, ao gerenciamento térmico e à redução das emissões de CO₂ dos motores a combustão, além do desenvolvimento de combustíveis alternativos e hidrogênio.
Já a Ceres Seeding utiliza drones autônomos para analisar a vegetação, mapear a topografia de áreas degradadas, realizar pulverização, controlar gramíneas invasoras e executar processos de semeadura. A startup já atuou em aproximadamente 195 hectares, espalhando cerca de 2,5 mil quilos de sementes de 76 espécies nativas. Seu projeto mais recente envolve a restauração da Mata Atlântica nas margens do encontro entre os rios Tietê e Piracicaba, em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica e com apoio do Instituto Alok.
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